Uma
simples leitura das mais recentes notícias traz-nos manchetes como “Cientistas
inventam madeira tão resistente como o aço” ou “Homo Sapiens pode ter deixado
África há 200 mil anos”, trazendo, também, relatos revolucionários como “Algoritmo
prevê doenças cardíacas através dos olhos” ou “Óculos eletrónicos trazem a
visão de volta a quem a perdeu.”. Estes títulos relacionam-se com o mundo em
que vivemos e com a evolução tecnológica que nos rodeia. No entanto, o
denominador comum em todos eles é que todos remetem, impreterivelmente, para o
conhecimento.
Mas,
afinal de contas, o que é este conhecimento? Por que assume tamanha importância
na atualidade?
O
40º presidente dos Estados Unidos da América, Ronald Reagan, uma vez disse que
“o conhecimento é o oxigénio dos tempos modernos.”. Contudo, o que significa
esta tão prudente afirmação? De que forma é que estes dois elementos, o
conhecimento e o oxigénio, de correspondência aparentemente inexistente, se
podem relacionar? Ora, como todos sabemos, o oxigénio é o elemento químico que
nos permite respirar, constituindo, assim, o principal suporte da vida
terrestre. Estará, portanto, o conhecimento à altura de tamanha importância?
Claramente que sim! Foi o conhecimento que nos permitiu alcançar a atual
esperança média de vida, os atuais inovadores tratamentos clínicos, as atuais
invenções tecnológicas de que tanto dependemos. No fundo, foi o conhecimento
que nos permitiu obter a inabdicável qualidade de vida que hoje temos ao nosso
dispor, pelo que a veracidade das palavras de Ronald Reagan se torna
absolutamente inegável. O conhecimento é, sem dúvida alguma, o oxigénio da
atualidade.
Vejamos:
o que é que nos permitiu usar um computador para pesquisar tudo quanto
desejamos? O que é que nos permitiu usar um carro como meio de transporte? O
que é que nos permitiu conhecer a estrutura do DNA? O que é que nos permitiu
pisar a Lua? O que é que nos permitiu clonar a primeira ovelha?
Varíola,
peste negra, tuberculose, entre tantas outras, representam o nome de doenças
que outrora assustavam e ameaçavam pôr termo à vida do mais nobre dos mortais,
mas que, hoje em dia, foram, também elas, dominadas pelo conhecimento. Porque é
isto mesmo que o conhecimento faz: o conhecimento domina todos quantos o
desafiam. Tal como o mais hábil dos guerreiros, também o conhecimento trava
batalhas, mas batalhas que apenas ele pode vencer. Não por escolher os seus
oponentes a dedo, não por se esquivar às mais poderosas das contendas, mas por,
pura e simplesmente, ser invencível. Num universo rodeado de perigos, medos e
receios, não há, quanto a mim, medo mais forte e eficaz para a raça humana do
que o medo do desconhecido. É este o “vilão” que gera milhões de histórias de
ficção, é este o “vilão” que dá origem a Adamastores e a Mostrengos, é este o
“vilão” que origina símbolos que, ao longo de anos e anos, o representam de
forma tão eficaz. É este o medo que acaba por condicionar todas as nossas
escolhas. É ele o antogonista de todas as nossas vidas. É ele o perigoso adversário
que, tal como todos os clássicos vilões, apenas pode ser derrotado por um e só
um herói. E esse herói dá-se pelo nome de conhecimento.
Este
conhecimento e, principalmente, toda a ânsia que o Homem tem por obtê-lo
governa o mundo. Esta necessidade absoluta de informação é uma máxima que não
vem de agora, pois é algo que sempre vigorou e que continuarará a vigorar.
Porque possuir conhecimento não é um desejo, mas sim uma condição para se vingar
neste planeta de constante e árdua competição. E, no meio de tanta competição, a
informação sob a forma de conhecimento torna-se no trajeto mais rápido e eficaz
para alcançar o tão desejado sucesso.
Numa
altura em que tanto se fala nos perigos na ignorância, nunca é demais relembrar
que o caminho passará sempre pelo conhecimento. Para onde nos levará este
caminho? Para todo o lado, na verdade! Desde as evidentes perceções científicas,
históricas ou geográficas às profundezas do nosso “eu interior”, o conhecimento
conduz-nos numa viagem de descoberta a que apenas com ele temos acesso. E é
todo este mecanismo que nos permite verdadeiramente evoluir enquanto pessoas e
enquanto comunidade. Aliás, como William Shakespeare tão sabiamente concluiu “enquanto
a ignorância é a maldição de Deus, o conhecimento traduz as asas que nos levam
ao céu.”
Raquel
Choça

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